Imersão no Share Talks Vix 2019

Unbound marketing, real time, performance e experiência omnichannel. Esses foram alguns dos assuntos pautados no Share Talk Vix, evento sobre o universo da comunicação digital, realizado no último fim de semana, em Vitória (ES). O evento contou com especialistas que atuam em diferentes segmentos, e trouxe aos profissionais capixabas um pouco sobre as mudanças que estão acontecendo no mercado. A equipe do digital da Prisma esteve presente e agora você confere um pouco do que rolou.

Unboud Marketing

Se você atua com marketing ou já estudou algo sobre o assunto, provavelmente já ouviu falar em Outbound e Inbound Marketing, diferentes estratégias do Marketing que consistem em atrair o cliente para alcançar o objetivo final. Mas você já ouviu falar em Unbound Marketing?

Unbound é a estratégia dentro do Marketing que tem como cenário principal as ações nas redes sociais. Quem trouxe o conceito para o evento foi o Rafael Kisor, fundador do Mlabs e criador da metodologia. O Unbound se propõe a romper barreiras entre Inbound e Outbound para ter resultados através das redes sociais. Os gatilhos do Unbound acontecem majoritariamente nas redes sociais, portanto é preciso pensar o conceito dentro da nova jornada do consumidor que se dá nessas redes. Confira a jornada detalhada por Kiso no evento:

Awareness – É o momento em que os anúncios se colocam em contato com o público , funcionando como estímulo e levando à etapa seguinte. Um recomendação do Rafael é que os anúncios tenham o objetivo de alcance.

Descoberta – É a fase onde o Outbound e o Inbound atuam de forma conjunta.

Ação – Pode ir desde uma compra até o preenchimento de um formulário. Nesta fase que o objetivo de mídia se torna uma conversão.

Experiência própria – Erra quem pensa que o processo se encerra na ação. Na experiência própria o cliente é capaz de analisar de forma mais profunda se toda informação com a que ele teve contato corresponde à realidade.

Experiência compartilhada – Nessa fase a marca tem a oportunidade de conquistar o seu principal ativo: o conteúdo gerado pelo usuário transformando pessoas em promotores da marca. Aqui também é permitido o uso da mídia paga, principalmente para estimular os “fãs” a criarem esses conteúdos.

Para saber mais sobre o Unbound Marketing clique aqui.

Como transformar clientes em compradores recorrentes

Esse foi o título da segunda palestra do dia ministrada pelo Renan Ramos da Azul Linhas Aéreas. A palestra enfatizou um dos principais desafios da empresa quando inaugurada no Brasil em 2008. Com um conceito diferente para a época, a Azul promoveu diversas ações para divulgação da nova companhia, que iam de descontos até distribuição de passagens gratuitas.

O grande desafio era fidelizar esse público. Como companhia aérea, a empresa detém o que hoje tem sido considerado uma das coisas mais importantes no processo de estratégia, os dados. Foi mapeando esses dados que a empresa conseguiu compreender as jornadas de seus clientes e traçar estratégias assertivas.

O principal conceito trazido por Renan na palestra foi o de Golden Selling, a janela de ouro que deve ser construída com base na jornada que seu consumidor faz até o objetivo estabelecido e que baseiam as ações em status de temperatura: congelado, frio, morno e quente. Diante dessa janela é possível identificar em qual ponto da jornada o cliente se encontra e com os dados mapeados pensar em ações que sejam eficazes ao contexto de cada um.

Nesse contexto de conhecer o cliente e pensar ações eficazes que façam sentido para o cliente, foi apresentado o case de uma ação realizada exclusivamente para uma única cliente, a Clóris de Barros. Foi uma ação off, com desdobramento online e que mergulhou na história da passageira. Veja o resultado acessando aqui.

Passar um tempo com as marcas

0.9s, esse é o tempo mínimo de atenção que as pessoas dão para cada post nas redes sociais. Quando se pensa e cria um conteúdo especificamente para essas redes é por esse tempo que o conteúdo vai competir. Por isso, passar um tempo com as marcas é fundamental, mas fazer isso acontecer de uma forma criativa e às vezes sutil pode ser um grande desafio.

Esse foi o tema central da terceira palestra que ficou por conta da Sophia Montenegro, da Mutato, e que trouxe diversos cases com insights incríveis. Segundo a profissional, no processo para ter bons insides é preciso subestimar a inteligência, questionar o que está sendo proposto sempre dosando para não passar do ponto. Ela apresentou um Check list que pode ajudar muito diante de um novo insight.

O que faz dessa ideia única? Alguém já fez isso? As pessoas vão falar disso? Por que só essa marca pode falar disso?

Essa última pergunta do Check list se mostra a mais importante. Respondendo a ela é possível ser muito mais assertivo diante de uma nova ideia.

Real Time

A publicitária Daniela Rodrigues, que já trabalhou para a Coca-Cola e outras grandes empresas, introduziu sua palestra falando sobre as estratégias Real Time. O primeiro ponto abordado por ela foi o fato de que o smartphone já se tornou uma extensão dos nossos corpos, fazendo com que a publicidade também se adapte aos modelos rápidos da internet.

O modelo estratégico de Real Time consiste em se apropriar de assuntos em alta na internet para promover uma ideia, empresa ou produto. Essa estratégia vem sido usada por diversas empresas, grandes ou pequenas, e, segundo a Daniela, pode ser aplicado ao seu negócio desde que esteja de acordo com a personalidade da marca.

A publicitária também evidenciou alguns detalhes importantes do Real Time. O principal deles é não jogar luz para a concorrência quando se está em primeiro. Não há porque provocar os concorrentes quando se já está na liderança. Outro ponto importante é que a estratégia precisa ser relevante, gerar boas histórias e ampliar a experiência.

Deve ser considerado, também, se o assunto apropriado pela marca atinge às pessoas ou se possuem relevância e coerência com o proposto. Real Time não se trata apenas de quem é o primeiro, e sim de quem consegue pegar do assunto em alta e transformar em uma boa estratégia de conteúdo.

Performance

Um dos principais materiais para a criação de campanhas estratégicas são os dados. Com eles você consegue ter uma ideia criativa de mídia direcionada ao público certo, tem no radar o monitoramento e define com precisão o caminho criativo e o posicionamento da marca. É sobre os dados que Vinicius Ghise, CEO da GlobalAD, falou em sua palestra.

A aquisição de dados e o seu monitoramento podem ser feitos de diversas formas. Desde Google MarketPlace, até o e-commerce, tudo pode ser um meio de se adquirir dados do público. Ter uma base de dados sólida permite a elaboração de uma estratégia baseando-se na inteligência humana e no monitoramento, mesmo com um orçamento limitado.

Omnichanel e o novo varejoA experiência Omnichannel é uma tendência do varejo proporcionar ao cliente uma experiência de diversas plataformas, seja online ou offline. Assim, o comprador não enxerga com tanta diferença os dois universos, integrando as lojas físicas, virtuais e os clientes. Quem falou sobre esse assunto no evento foi o Patrick Marquart da Vtex.

Patrick falou um pouco sobre a ideia de criar métodos de produtos que vão a qualquer lugar de qualquer maneira, vencendo os problemas que as lojas físicas atualmente possuem e aproximando o cliente com o universo virtual.

A integração desses dois polos para o profissional é essencial para que o cliente fique totalmente satisfeito. Um exemplo dado por ele é a possibilidade de comprar online e buscar o produto com antecedência na loja, ou as lojas físicas sem atendimento, onde o usuário compra e faz tudo pelo aplicativo dentro da loja. O objetivo principal do Omnichannel é facilitar o processo criativo e estratégico das empresas, unificando as maneiras de orquestrar uma campanha.

Lego Digital e a nova forma de se criar um conteúdo

Finalizando o evento, a palestra do Gabriel Matos, editor criativo do Buzzfeed, foi sobre a metodologia do portal utilizando a ideia de Lego Digital. O editor introduziu afirmando que o que une as pessoas, as redes e as marcas é o conteúdo e que este conteúdo deve ser uma ferramenta de expressão.

As pessoas tendem a seguir as indicações de outras pessoas, confiando no discurso que elas fazem sobre as marcas. Assim, as marcas precisam pensar em conteúdos estratégicos sobre verdades que elas já querem falar, respondendo as principais perguntas:

Para quem isso está sendo feito? Esse formato faz sentido? Isso ajuda as pessoas a se conectarem?

A partir das respostas das perguntas destacadas, as empresas podem criar um Lego Digital com os principais gatilhos de compartilhamento. Esses gatilhos são:

Identificação – Causar nos leitores uma sensação de identificação com o que está sendo passado. “Isso é muito eu” ou “Isso é muito tal pessoa” são pensamentos que vocês devem causar no público.

Emoção – A emoção é um dos gatilhos que mais estimulam o compartilhamento e deve ser trabalhado com cautela, principalmente para causar emoções positivas.

Contexto – Ao dialogar com o Real Time e apropriar-se de assuntos em alta você ajuda os leitores a também entrarem na discussão.

Valor poético – A sensação de estar agregando no público positivamente a ser uma pessoa melhor também é um gatilho que deve ser apurado.

Histórico – Por fim, mas não menos importante, deve-se ser construído um histórico do que é mais interessante. Assim, cria-se um início, meio e fim no conteúdo.

Essas foram as principais palestras que aconteceram no Share Talks Vix 2019! Os assuntos abordados ajudaram a plateia a compreender melhor as novas estratégias do mundo digital e como aplicá-las em casa modelo de negócio. A equipe da Prisma está comprometida em aprender cada vez mais com as experiências dos nossos colegas e a aprimorar o nosso processo criativo. Compartilhar experiências é crescer como marca e empresa!

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